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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

7º dia - de Payogasta para Purmamarca - Passando por San Antonio de Los Cobres


A noite foi maravilhosa e acordamos com um tremendo espetáculo pela janela do quarto. O desjejum não deixou nada a desejar. Nos aprontamos (quer dizer colocar todas aquelas 8 bolsa/mochilas/malas no carro, e é que não tirávamos tudo) e retornamos à Cachi para procurar uma gomeria (borracheiro) afim de conseguir ao menos um pneu usado. Comunicar-se nessa região já não é fácil com termos turísticos, imaginem mecânicos...Seguir por 126 km na Rota 40 não seria nada de mais se não fossem esses 126km, os menos usados dos 5224 dessa bela e desafiante estrada Argentina. Basta dizer que no início do caminho é necessário avisar a polícia local que fará tal trajeto. Pegam todos os dados dos passageiros e do veículo e lhe dizem para quando chegar em San Antonio avisar a polícia local de sua chegada. Calculam 4 horas para que faça o trajeto. Se em 6 não chegar vão em seu socorro... Vale acrescentar que a estrada nesse trecho é para um veículo com raros locais para dois (para que cruzem) e em altitudes entre 2780 e 4875 m.a.n.m.

Mas ao darmos a busca como encerrada já resignados de ter que voltar à Salta para comprar um pneu, errei o caminho de saída e passei em frente ao que seria uma borracharia de caminhões e tratores. Concordo com Rosângela que forças Divinas agiram ali em nosso prol. Pois tinha um 235/70-16 Pirelli ATR meia vida. Custou $700 pesos mas salvou o dia e talvez a viagem. Em La Poma, parada para se registrar na polícia local aproveitamos para completar o tanque. Posto aqui é numa residência onde a gasolina estava armazenada em tambores de 200 lts e o motorista ajuda com o balde...

A travessia foi tranquilíssima e cruzamos com apenas 3 veículos. Como era a primeira vez que passávamos dos 4000m a cabeça e o peito deram uma "apertada". Já estávamos "coqueando", ou seja mascando folhas de coca desde Payogasta, mas Rosângela passou a usar o O² também. Daqui para frente isso seria uma constância na viagem.

Chegamos por volta das 15h em San Antônio. Do alto, uma cidadela de aço. Aqui boa parte das casas tem o teto de zinco, bem diferente do adobe de toda a região. Já foi importante centro explorador de cobre com ferrovias ido para Salta, Bolívia e outros destinos. Com o fim da exploração virou uma cidade fantasma e agora está renascendo com o turismo, apesar do turista ter de ser bem valente para chegar ali. Tem 3 estradas, todas de terra. A que viemos, uma de 120 km até a rota 52 que vem do Chile, por onde sairíamos e uma terceira para Susques de 187 também nada boa.

Tivemos nosso almoço mais alto até o momento (3580 m.a.n.m) no Hotel das Nubles, Não sei porque esse nome. Abastecemos e pegamos a estrada. A pior da viagem até o momento. Retas intermináveis, costelas de 25 cm e pedras de todo tipo e tamanho. Mantive entre 50 e 60 para amenizar a trepidação. Foi só uma balançada de traseira e outro pneu destruído. Ah! aqui vale ressaltar que tive o macaco hidráulico tipo jacaré na mão, por $399 pesos e não comprei.
Sendo assim, desci do carro assoviando para não passar preocupação à patroa e foi fazer a troca. O local era lindo mas eu só pensava em que ter que passar a noite por ali não seria agradável. Mas com diz um amigo meio alemão, meio catarinense meu, basta-me um barbante, um canivete e uma chiclete de bola... Nada disso,. Foi perrengue erguer a Tracker cheia naquela macaquinho, mas volta após volta subiu. Troca feita, voltamos à enfrentar a ruta 79. Mais 60 km e estávamos num lindo e maravilhoso asfalto a caminho de Purmamarca (terras coloridas).

Para chegar lá, a linda descida da Costa do Lipán.  As fotos contam mais um pouquinho do dia...






























 












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