Acordamos cedo como de costume para apoveitar bem o dia. Apesar da pouca distância, 195 km, sabíamos que levaríamos o dia todo pelo relevo da região e pelas muitas e muitas paradas para fotos.
A parte da manhã foi dedicada a uma pequeno tour em Salta, subindo o teleférico de São Bernardo, bem no centro da cidade. Nele sobe a 2300m de onde se vê praticamente toda a cidade de Salta abaixo. Feitas algumas imagens retornamos rumo a estada para Cafayate.
Cafayate e a segunda maior região produtora de vinhos da Argentina e talvez e mais refinada. Vinhos feitos a altitudes de 2000 a 2500m, o que diferencia a produção. Também é terra da exclusivíssima uva Torrontés, só produzida no Vale do Calchaqui.
O caminho é uma "viagem" a parte passando pelas muitas quebradas (vales ou errosões naturais na montanha). A mais famosa é a Quebrada das Conchas com suas terras vermelhas e ocres. É difícil não querer parar a cada curva da estrada para apreciar e registar os cenários cada vez mais pitorescos e instigantes. As fotos falam por si, apesar de não retratarem a magestosidade do lugar. Na parada do almoço fomos conhecer o Dique Cabra Coral. Um enorme lago azul de tirar o fôlego onde se pratica todo tipo de esporte náutico e de aventura.
Chegamos a Cafayate no fim do dia após visitar uma única vinícola (Bodega). Nessa região não tem grandes produtores e todas são familiares e muitas orgânicas. Os vinhos são premiados mundo a fora e a região recebe muitos europeus vindos só para esse tipo de turismo. Como não podia deixar de ser nos esbaldamos nos Torrontés. A noite, passeio na praça principal, característica marcante das cidades, onde são quase exclusivas para bares, restaurantes e cafés.

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