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domingo, 16 de novembro de 2014

10º dia - A primeira travessia dos Andes

Pelas matérias e relatos lidos imaginava ser um dia difícil, com uma grande distância a percorrer (611 km), altitudes e falta de combustível. Nada disso foi problema. A distância facilmente superada com tempo, pois levamos o dia todo para chegar a SPA (San Pedro de Atacama) e os cenários bem diferentes da viagem até aqui nos deixava mais animados. A altitude fora menor que as alcançadas em San Antônio de Los Cobres e nosso corpo já estava bem aclimatado. Chegamos a usar O² mas apenas para um conforto a mais. Falta de combustível não há mais na Argentina. A Rede YPF está em qualquer lugarejo, basta acertar o dia da semana, pois os estoques dos postos não são grandes, mas vi em vários lugares uma espécie de entreposto onde se armazenam mais para abastecer os postos da proximidade.

Saindo de Tilcara, passamos por Purmamarca ainda bem cedo (antes das 8h) subindo a bela estrada da Costa do Lipan. Mais ou menos como a Estrada da Graciosa em Santa Catarina, Brasil, porém chegando aos 4170 m de altitude. Daí até o limite com o Chile se mantém entre 3500 e 4100.







Logo após a subida do Lipan, a 3870 está a Salinas Grades, o maior salar argentino. A rota nacional 52 (RN52) corta-o ao meio facilitando bem a visualização e acesso. Para quem nunca viu um salar antes é uma maravilha de fato. Daqui em diante se intensificam os avistamentos de Vicunã, Guanacos e Lhamas. Rebanhos inteiros nas margens e cruzando a estrada. Ciclistas de todas as partes do mundo percorrem esses altiplanos vindo e indo do Chile e Bolívia. 














Também é uma rota muito famosa para os motoqueiros brasileiros principalmente. Num pitoresco posto à margem da RN52 com uma única bomba, há centenas de adesivos de grupos viajantes de todo o mundo, mas o Brasil impera.






 Antigamente no Paso Jana só existia a aduana argentina. Fazia-se o trâmite de saída, entrava no Chile e somente em SPA depois de 226 km chegava-se a aduna chilena. Hoje estão integrada no mesmo ponto (prédio). Demora um pouco mais, mas se resolve tudo. Bagagens são todas revistadas para entrada no Chile, não importa quantas sejam...



Feita a revista e toda a arrumação do carro entramos "En Chile". Mais uma vez acima dos 4700 m.a.n.m e o carro foi quem mais sentiu. Inclusive no Chile todas as subidas foram pior para o jipinho pois diferentemente da Argentina que fazem as estradas em zigue zague pelas encostas, os chilenos tem estradas mais largas e preferem as longas subidas em reta o que faz os carros brasileiros irem perdendo velocidade e força. Era somente 1ª e 2ª marcha durante quilômetros.




A paisagem agora não negava. Estávamos no Deserto do Atacama







Quase chegando em SPA passa-se bem perto da fronteira boliviana, aliás alguns passeios de San Pedro necessitam fazer o trâmite aduaneiro neste país.


Muito antes do esperado chegamos à San Pedro de Atacama. Mais ou menos as 16h. O perrengue desse dia foi encontrar nosso hotel, pois o endereço, tanto escrito como de coordenadas  não estavam corretos. Ninguém conhecia o hotel na cidade, incluindo as agências de viagem.. Levamos quase 3 horas para encontrá-lo, depois de pedir ao funcionário do posto turístico para ligar no hotel e pegar melhores informações.


3 comentários:

  1. Amigo só fotos maravilhosas hein... morto de vontade de fazer isto aí... e até agora o que está achando do Tracker??? Vai postando que estou acompanhando tudo aqui. Grande Abraço.

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  2. Muito bom. Aqui no Chile e cheio, só que Suzuki. Com a marca GM só no Brasil

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  3. Show de bola!!! Chi Chi Chi le le le ... Viva Chile !!!

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