Antofagasta merecia (merece) mais dias para conhecê-la. A estreita faixa de terra entre a montanha e o Oceano Pacífico dá ares bem pitorescos à cidade. Pareceu-nos bem viva com grandes e bons bares, shoppings e avenidas . Além disso há muita opções de esportes de aventura na dunas gigantescas seja com veículo 4x4, mountain bike ou sandboard. É a 4ª maior cidade do Chile, mas isso não é muita coisa pois as cidades no Chile são pequenas e distantes uma das outras. Como chegamos cedo no dia anterior fizemos todos os passeios que pudemos e nesse dia tomamos café e pegamos logo a estrada pois tínhamos 1000 Km pela frente.
Logo na saída pela Rota 5 (Panamericana) está a famosa Mão do Deserto, parada obrigatória para quem visita ou passa por essa região. Não de mais pela escultura, muito bem feita, mas o local desértico e a singularidade de monumento emociona.
No caminho ainda paramos no Parque Nacional do Pão de Azucar... isso mesmo, eles tem um Pão de Açucar também. Fica em Copiapó.
Dia 15/11, sábado, 17º da viagem fomos rodar um pouco em La Serena. Cidade costeira que vem se tornando à "Angra dos Reis" dos Santiaguinos. Cidade grande, completa e como muitas e caras opções de hospedagem. Não demos sorte, foi a nossa pior estadia. Erramos na escolha. No centro existe um mercado chamado Recova que é bem interessante para comprar presentes e até mesmo artigos gerais pois os preços no Chile estava muito bons. Aproveitei enquanto fazíamos o tour para troca o óleo e filtros do carro pois já tinham mais de 7000 km.
Depois das compras e revisão do carro, fomos para Coquimbo, cidade da Grande La Serena onde se concentram bares, muitos bares e restaurantes, mas o movimento mesmo é a noite e não estaríamos mais por ali. Próximo a um mercado de peixes tivemos nossos quase contatos diretos com pelicanos e leões marinhos que ficam ali à espera dos restos.
No meio da tarde fomos para Vicunã. Outra cidade às margens de La Serena, essa um pouco mais distante (60km) e com atrações próprias. Famosa mundialmente por ter um dos céus mais limpos do mundo para contemplação e estudos dos astros e estrelas. Basta dizer que há 26 observatórios privados e públicos, turísticos e científicos nas redondezes. Turísticos são 4 e todos só abrem às sábados e domingos com muita fila de espera. Agências de turismo de todo o Chile já agregam em seus pacotes um ida à Vicunã e quando chega-se lá na bilheteria se surpresa como nós é difícil ter vaga. Chegamos no sábado, mas só conseguimos entrada para o domingo. Nos observatórios científicos é pior ainda, abrem normalmente (os que abrem) apenas um sábado por mês e as reservas são feitas apenas pela internet. Nos mais famosos como o Cerro Paranal em Antofagasta e o Tololo em Vicunã a espera nos agendamentos chega há meses e para visitar deve ter sorte pois esses visitantes são sorteados pelo observatório.
Existe uma ainda mais famoso... lá em SPA (San Pedro do Atacama) conhecido como ALMA. Nesse não há telescópicos óticos e sim antenas de radiotelescópio. Certamente já viram essas antenas em muitos filmes de hollywood. Fui na portaria e disseram que até março de 2015 estarão abrindo em seu site a página para cadastramentos de quem deseja ir visitar. Também será por sorteio. Esse está a 5125 m.a.n.m. Para quem quiser arriscar a sorte esse é o link
Eu fiz o que pude com a visita turística e equipamentos nada profissionais...
Almoçamos num restaurante solar, ou seja tudo é cozido ou assado apenas com a luz e calor solar. Cardápio é restrito, mas interessante. À noite voltamos a ver estrelas, agora do observatório Cerro Mameluco. Foi uma ótima visita pois sem um guia disponível fomos guiados pelo astrônomo chefe do observatório. Uma aula.
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