Translate

domingo, 2 de novembro de 2014

4º dia - Corrientes - Salta



Dia de enfrentar o temível e implacável Chaco Argentivo... pelo menos o que dizem todos os relatos de viagens da internet. Acordamos cedo, às 5h e após café de 6h estávamos na estrada. Dia nublado e não demorou a cair a chuva e que chuva. Era 890 km sendo deles algumas das maiores retas da Argentina. Creio que se não fosse a chuva teria sido mais monótono, pois ela obrigava a ter mais atenção e firmeza ao volante. A estrada é realmente esquecida pelos governantes argentinos. Alguns trechos bons mas a maioria bem irregular onde se formava verdadeiros riachos com a chuva. Com pneus bons All Terrain e tração 4x4 foi tranquilo. Duro foram os buracos, muitos e enormes. Um zigue zague como no Brasil para desviar.

Combustível era outra preocupação pois os postos da província do Chaco só recebem produtos aos sábados e domingo não tem mais nada pois a população local sabe que só serão reabastecido em uma semana. Como era domingo e passamos cedo não tivemos problema, mas vimos muitos e muitos enchendo galões na malas dos carros.

Chaco na mais é que uma planície alagada (tipo nosso Pantanal) e não nos negou umidade e calor. A estrada que o corta, ruta 16, ou RN-16 é também famosa pela quantidade de animais mortos. Infelizmente há bandos e bandos e pássaros, de bodes, porcos, ovelhas, cavalos e animais silvestres pela sua extensão, mas nos últimos 450 km. Bem que tentei desviar, mas deixei alguns cadáveres alados pelo caminho... até gavião acertei. Mas não é só coisa ruim... as margens são repletas com plantações de girassol e estavam floridos.

Depois de 10 horas avistamos as primeiras montanhas desde que entramos na Argentina. Uma prévia dos Andes. Depois de ficar 3 dias a 70 m ao nível do mar, estar à 1200 já nos fez melhor... Nos impressionamos com Salta. Cidade lembra demais o interior da espanha. Arquitetura, praças, cafés e modos.

Fizemos uma pequeno tour, pois ainda estaremos por aqui até quinta pela manhã.

Salta é a sede turística de toda a região e gente do mundo todo anda por aqui para visitar o norte argentino. Na praça principal pés de laranja como árvores decorativas, e estavam carregadas e maduras. Depois fomos a uma café tomar nosso primeiro vinho da região. Um Torrontés de Cafayate.






















Nenhum comentário:

Postar um comentário