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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

14º e 15º dias - Despedindo de SPA rumo ao Pacífico


Depois de termos ido as Termas de Puritama, Salar de Tara, Geisers de Tatio, Cordilheira de Sal e Lagoa Cejar, faltava o mais próximo e talvez a mais divulgada atração de San Pedro de Atacama: O Vale da Lua. Uma gigantesca erosão vulcânica a menos de 2 km do centro de San Pedro com formações e dunas moldadas pela escassa chuva e os inclementes ventos do deserto. Tudo é em grande escala e apesar de falarem que as visitas são fáceis até de bicicleta (que é) o fortíssimo calor e a sequidão do ar (entre 7 e 10% de umidade) judiam de quem se aventura pelos caminhos. Escolhendo bem o horário por causa do sol é um lugar realmente ímpar. No silêncio total, ausência de plantas e com suas colorações não é difícil se imaginar em outro planeta.








Ao sair do Vale da Lua, com portaria, cobrança de entrada e regras de visitação, encontra-se em frente o Vale de Morte. Com as mesmas formações, dentro da Cordilheira do Sal, este tem uma estradinha por todo seu interior, com areias bem fofas onde facilmente seu 4x4 pode atolar. Rodamos uns 2 km até encontrarmos uma Nissan Frontier atolada. Dentro um americano mais vermelho que a própria pick'up pelo calor. Dormia à espera do amigo que tinha ido em busca de socorro. Acabei usando minhas ferramentas para tentar liberá-lo. Já tinham forçado muito e enterraram o veículo até o diferencial traseiro. Liberei as rodas, tentei sair com a reduzida mas não tinha tração alguma. Só mesmo rebocando com meu carro. Quando ia fazê-lo, chegou o socorro chileno num Pajero Sport. Aí ajudei ao chileno guiando a Frontier pois os americanos não tinham nenhuma experiência.




Diante da situação e pelo horário (16h) preferi não seguir pela estrada pois se atolássemos não seria nada fácil pedir ajuda por ali. Voltamos ao hotel para uma despedida da jacuzzi, piscina e cama muito boa. Também tínhamos que arrumar as bagagens (em SPA descarregamos todas elas, incluindo os vinhos e presentes acumulados até ali) e fazer uma pequena manutenção do jipinho (trocado filtro de ar, aperto de uns parafusos e outros).



Na quinta, saimos sem pressa já que mudamos o roteiro. Originalmente iríamos para Iquique por uma rota de 311 km pelo alto deserto (altitudes entre 4500 e 5100 m.a.n.m), mas Rosângela leu em seu guia sobre um lugar bem interessante no litoral chileno chamado Punta de Choros com visita a ilhas, avistamentos de golfinhos, pinguins e outras faunas marinhas. Assim partimos de SPA para Antofagasta. Optei por uma rota de terra em meio (literal) ao Salar do Atacama. Nada turístico e sim minerário com plantas de exploração de todo tipo de minerais.



Chegamos à Antofagasta próximo das 16h ainda com muito sol. As primeiras visões do Pacífico foram maravilhosas.











Depois de um tour rápido, demos entrada no hotel e fomos para um bar comemorar mais uma etapa com os melhores mojitos já provados.








2 comentários:

  1. Maravilha heim amigos. A Rosangela (assim como a Cecilia tambem o faz) realiza intervenções sensacionais nos roteiros. Que mistura é esta nos mojitos?

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  2. Frutilhas (como dizem eles frutijas). Tudo que é fruta vermelha é frutijas... Mas são cerejas maduras.

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